Cai outro Airbus

Autoridades de aviação do Iêmen anunciaram ter retirado do mar alguns corpos de possíveis ocupantes do Airbus A310 da companhia aérea Yemenia, que caiu no Oceano Índico por volta da 1h51 desta terça-feira (hora local, 19h51 da segunda-feira em Brasília).
A aeronave caiu cerca de 30 minutos antes de aterrissar, ao norte do arquipélago africano.
O voo IY626 era o trecho final de uma rota que se iniciou em Paris, na França, com conexão no Iêmen até Comores. A maioria de passageiros era de comorenses, mas também havia franceses a bordo.
Em entrevista à emissora de rádio Europe 1, o ministro dos Transportes da França, Dominique Bussereau, disse que "está se falando" no mau tempo como possível causa do acidente. "Mas neste momento, tudo ainda está muito vago", afirmou.
O vice-presidente de Comores, Idi Nadhoim, disse que ainda não se sabe se há sobreviventes.
Destroços
Segundo o correspondente da BBC para a África Oriental, Will Ross, militares da França estão ajudando o governo de Comores nas operações de resgate.
Autoridades comorenses teriam afirmado ainda que já foram avistados destroços da aeronave.
A companhia aérea Yemenia colocou uma mensagem em seu site na internet, lamentando "o desaparecimento do voo IY626".
Em 1996, um avião de uma companhia aérea etíope foi sequestrado e caiu na mesma região, matando a maioria das 175 pessoas a bordo.
Comores, um país formado por três das quatro ilhas do arquipélago de Comores, fica a cerca de 300 km a noroeste de Madagascar, no canal de Moçambique, na África.
O país foi protetorado e território ultramarino da França, tendo conquistado a independência em 1975. A grande maioria da população - 98% - é islâmica.
ÚLTIMA HORA
Uma criança de 5 anos foi encontrada com vida nesta terça-feira, perto do local onde um Airbus A310 da companhia aérea Yemenia caiu, no Oceano Índico.
França
A Marinha francesa vai enviar dois navios e um avião de transporte militar, que irá transportar até Comores mergulhadores franceses, lanchas infláveis rápidas e uma equipe de médicos e enfermeiros, segundo Christophe Prazuck, porta-voz do Estado Maior das Forças Armadas da França.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu às Forças Armadas do país para fazer o máximo possível para prestar assistência aos passageiros e à tripulação do avião.
Em entrevista à emissora de rádio Europe 1, o ministro dos Transportes da França, Dominique Bussereau, disse que "está se falando" no mau tempo como possível causa do acidente. "Mas neste momento, tudo ainda está muito vago", afirmou.
Autoridades comorenses teriam afirmado ainda que já foram avistados destroços da aeronave.
A companhia aérea Yemenia colocou uma mensagem em seu site na internet, lamentando "o desaparecimento do voo IY626".
A empresa tem 51% de suas ações de propriedade do governo do Iêmen e 49% pertencentes ao governo da Arábia Saudita.
Em 1996, um avião de uma companhia aérea etíope foi sequestrado e caiu na mesma região, matando a maioria das 175 pessoas a bordo.
Comores, um país formado por três das quatro ilhas do arquipélago de Comores, fica a cerca de 300 km a noroeste de Madagascar, no canal de Moçambique, na África.
O país foi protetorado e território ultramarino da França, tendo conquistado a independência em 1975. A grande maioria da população - 98% - é islâmica.
O acidente com o Airbus A310 ocorre no momento em que o acidente com o A330 da Air France, que havia decolado do Rio de Janeiro em 31 de maio com 228 pessoas a bordo, completa um mês.
Apenas 51 corpos foram encontrados e as buscas por corpos foram encerradas na última sexta-feira.